//Cherry




BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Latin, Livros, Cinema e vídeo
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- 05/08/2007 a 11/08/2007

//Créditos




Eu
você
amigos
todos nós
JohnLennon
e nosso  lema
faça seu sonho
ser:   brasilidade
e nós responsáveis
assim solidariamente
por uma geração de luz
por educação mais rígida
patriotismo:  mente honesta
professores e pais:  formando
galhos  guerreiros  do  arco-íris
juventude cara pintada de verdes
e o sonho de cada um seja:  o sonho
de todos nós unidos por mundo melhor
contra  a  guerra  dor  violência  e drogas
trabalhando  e ensinando  agindo e lutando
fazendo crescer  árvore de  esperança da paz
cada um de nós sempre responsável por outros
em novo
Brasil
nascem
filhos
galhos
fortes
árvore
sempre
É NATAL
(Célia Lamounier®)

Pessoal,

Eu sou péssima pra agradecer, pra dizer o quanto cada um de vocês foram importantes para mim em 2007 e serão ainda mais importantes em 2008. Eu sou péssima pra dizer de uma forma diferente e comovente que quero um esplendoroso Natal e um maravilhoso 2008 pra cada um de vocês. Eu sou péssima pra dizer que quero todo mundo com saúde, paz, $$$, amor e muita compaixão. Eu sou péssima pra dizer que todos são por demais queridos. Mais não sou tão péssima assim a ponto de simplesmente sumir nesta época do ano, sem vir aqui e desejar à vocês tudo o que desejo pra mim. Pode ser que o que eu desejo pra mim não seja assim tão interessante e conveniente pra vocês, mas o que importa é a intenção. E a minha intenção, no final das contas, é que cada um seja feliz!

Muitos beijos!!!



- Feliz Natal!!! Ótimo 2008!!! - Cherry às 00h00
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Republicando, again...

Amém

Faça um pedido.

Feche os olhos, tudo acabou agora...

Ouça meu coração e entenda seu anseio

Faça-o por mim, realize minha prece...

Sem vergonha por ele ser pecador

Liberte o murmúrio sofrido da alma,

faça um pedido.

Verbalize meu nome como um milagre.

Essa noite você será ouvido

E pousará tua cabeça em meu seio

Lá terá o abrigo que merece...

A redentora cura para sua dor

As chagas curadas com a toda a calma

Faça um pedido

onde eu seja tua igreja

Teu templo acolhedor dos receios

Morada que todo penitente carece...

Lugar onde se idolatra o perdão, o amor,

Onde se dissipa o trauma.

Feche os olhos, tudo acabou agora...



- Feliz Natal!!! Ótimo 2008!!! - Cherry às 17h55
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Img: Cherry and Beatles - retirada da web

...e você vai me desculpar, mas todas nós temos problemas (sim!) com o tempo marcando o corpo. E mesmo tentando racionalizar tudo e achar coerente que assim seja, que o envelhecimento corporal aconteça, que faz parte da evolução, ainda assim não sentimos dessa forma.
E esse querer apaixonar-se sempre, ou que se apaixonem sempre por nós, nada mais é que desafiar a inflexibilidade do tempo. Porque paixão é (entre outras coisas) ver no outro o desejo. Desejo pelo corpo, mente e alma. Pelo concreto e pelo abstrato. Gastamos tempo demais preocupadas em incrementar o conteúdo, expor o subjetivo, para admitir que só chamaremos atenção se a capa for interessante (somos mais que bunda - no seu caso -  ou peito - no meu caso). Não precisa ser bela, a formosura em pessoa. Precisa atrair, a cobiça tem os olhos gulosos. 
Apesar do tempo (gastando-nos), a luxúria ainda (des)constrói senhas: "desejo um homem descansando a preguiçosamente na minha prosa". Homens, sempre os errados. Os impossíveis, precipícios no meio de algum capítulo. Mais não, não atraímos precipícios. Procuramos por eles. E apesar de não sermos criadas para finais trágicos (afinal, somos as mocinhas de nossas histórias, ou elas não teriam graça), pisamos bem na pontinha, no bico da linha, de braços abertos, esperando por um eufemismo que nos empurre para a pieguice. E que tudo se perca: toda e qualquer tese, todo e qualquer argumento, toda e qualquer frase de impacto! Irreparavelmente...
O conflito está no coração que é um avarento. Não quer abandonar as sensações que as paixões causam. Não se engane, é tudo um vício. De virtuoso mesmo só a esperança que consiste no desejo e na tentativa incessante pela vida eterna. E a razão desencadeia-se. É mais fácil. Mais é óbvio que ela, a razão, fica fazendo pose, dizendo que não, pois tem que manter o orgulho intacto (e cuidado: o orgulho se traduz nos vocabulários da ira quando não é satisfeito). Bobinha a razão, porque justifica isso sabendo que no fundo no fundo também quer manter essa centelha de rebeldia juvenil que ainda lhe resta. É aí que perdemos o fio da meada...


Esse texto nasceu de uma conversa com a Loba a alguns dias atrás. E decidi "ajeitá-lo" para que servisse de comentário para o último post dela: Abobrinhas dominicais.

Up date (13/11/07): eu fico tão feliz quando o Simka me faz surpresas... Tão feliz! Obrigada, professor!



- Feliz Natal!!! Ótimo 2008!!! - Cherry às 23h08
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Republicando...

 



- Feliz Natal!!! Ótimo 2008!!! - Cherry às 00h03
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Eu não resisto!

É muita alegria!!!

 

 



- Feliz Natal!!! Ótimo 2008!!! - Cherry às 22h59
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"(...) acordou suada e foi ao banheiro. Aproveitou para olhar os seus seios. Eles são belos, apesar do tempo. Não que Ana seja velha, mas já podia ter os seios caídos, caso sua natureza não fosse generosa. Afinal, ela usa sutiã há bem pouco tempo. Antes, não estava nem aí para sutiãs ou outro cuidado qualquer. Era como se a juventude tivesse feito uma promessa de eternidade com ela."

(Fernanda Young em "Vergonha dos pés")



- Feliz Natal!!! Ótimo 2008!!! - Cherry às 22h51
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Eis que retorno ao conhecido depois da frustração por errar em decidir percorrer direções opostas. E não é por acomodação. É por precisar especificamente dele. Mesmo pensando ele, que poderia ser por qualquer um outro. Mal imagina ele que essa necessidade tem seu nome próprio: Felipe.
Não dá para explicar o tanto que ele sabe de mim mesmo nos falando tão pouco e nem depois de tudo, depois desses cinco anos, sempre vem essa sensação de que nunca mais nos veremos. E nos vemos, entre distâncias e (in)quietudes.
Ele é o cessar da ardência sufocada e o caleidoscópio das cobiças vencidas. O fim dos engodos, das precisões de juras, das cobranças, das conveniências. E se ele é o fim, é por ele que (re)inicio.
E ainda assim eu me ausento, e ele me faz voltar. E ele poderia esquecer-me, mas não fecha a porta, porque não dá pra explicar o que nos acontece em dias que as flores se doam e o cio se faz farto e doído.

Eu poderia contar que sei de sua inteligência e que tenho para mim suas ignorâncias. Que o vejo como lua crescente que dança libertina no meu purgatório. E também que entendo as ambições de sua alma. As querências de sua pele.
Ele poderia saber que eu gosto de me deitar numa rede quando o sono me procura. E poderia saber que brigo com meus cabelos todos os dias. Ou que brinco de boneca feito criança de cinco anos. Ou os malabarismos que faço para segurar as coisas entre os lábios cerrados quando me faltam as mãos.
Ele sabe que possui o que é meu também, que chora pelo o que choro, que deixou de brigar contra algumas recriminações pelos mesmos motivos que deixei de me preocupar com algumas outras. 

Felipe sabe de mim. É quem eu sou, num reflexo sem distorções. Está em Felipe a minha polaridade feminina e em mim, a sua masculina.  Felipe é Terra que acolhe meus pousos e eu, Fogo que dissipa tua solidão. Somos solitários. E solidários. E quando nos negamos, não é rejeição: é proteção.

O obsceno não existe em Felipe. Sacro e profano convivem harmoniosamente em seus cômodos. E ele tem aquele quarto. Aquele quarto que é tão ele e que tem tanto de mim.
É naquele quarto que res(s)umo o cheiro do ontem por entre as pernas, tatuo constelações entre os seios e da minha pele ele faz a sua rota. Se a calcinha não combina com o sutiã, não importa. Eu assento em Felipe. Os meus sentidos se misturam aos seus beijos sôfregos. Beijos sem conseqüências. Destemidos beijos. Respeito quem beija sem reservas. E eu o beijo sem medo, feito Narciso diante de sua imagem num espelho. E ele não me beija como quem tem pressa para bater o cartão de ponto. Só pessoas como nós sustentam os olhos abertos para ir além dos contornos suaves. Olhos nos olhos, como deve ser. Sem condenação, com algum desafio.
Não dá pra explicar essa falta de pejo dos meus lábios ao gemerem indiscretos e seu o recolhimento quebrantado. Não preciso disfarçar que sou puta com cara de santa, ele sabe-me: santa-puta que alcança indulto para seus desatinos quando ele me traz pra perto, me pega pelos quadris e me puxa pra junto dos seus: 
E eu desato,
-amolecida-
Ele se abre. 
Eu umedeço as reentrâncias,
Ele dói em turgidez. 
E todo o meu mundo pára quando me penetra,
Felipe é vasto dentro de mim. 
Castigo e redenção.
Eu galgo neste selvagem,
Ele chicoteia a sombra da donzela que resta em mim. 
Eu me farto,
-agradecida-
Ele me basta.
Eu rebolo,
Ele me (re)encaixa.   
Eu suo as madeixas,
ele me seca as chagas.
Avançamos-recuamos.
Serpenteiamos-esvoaçamos.
Solidificamos-esfumaçamos.
Eu pulso,
Ele não esmorece.
Eu suavizo,
-vivida-
Ele atinge o cume.
É no gozo dele é que restabeleço meu tratado de paz.
Não dá pra explicar essa (in)constância entre nós e muito menos essa (in)conveniência de pedir sempre mais da vida por acharmos que ela nos deve só o tudo e, no entanto, o que temos abrevia-se a nós mesmos. Não dá.

- eu poderia escrever linhas e mais linhas sobre Felipe, todas cheias de parênteses. Trechos e mais trechos, todos sem reticências  Porque escrever sobre ele é discursar sobre mim, mas eu resguardo(-nos).


(Desconheço o autor da foto, se alguém souber...)
*Felipe jura q essa frase é de Drummond. Eu a suponho de Bierce, se alguém souber...



- Feliz Natal!!! Ótimo 2008!!! - Cherry às 00h25
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Eu perdi o seu telefone com medo da verdade
(Sugestão da srta. Bia)

(ou: Conversa Improdutiva)
(ou ainda: Amantes perfeitos, desde que em silêncio.)*

Não entendia aquele silêncio. E só um homem poderia explicar o silêncio de outro homem.

- Porque vocês homens somem?

- Heim?

- A gente se conhece, faz sexo e acha que é possível, mesmo com todas as adversidades. É, é mais do que sexo... Bem, de qualquer maneira, eu sei onde te encontrar, mas você se antecipa e promete me procurar, e depois some? Tem que haver um motivo! Só um, eu só quero um motivo!

- Do que você está falando?

- Eu quero saber por que é tão difícil deixar se apaixonar por mim e se é tão fácil se manter distante!

- Quem disse que é fácil se manter distante?

- O silêncio. Agora me responde: por quê?

- Querida, você impõe esse silêncio.

- ?

- Homem nenhum gosta de pisar em terreno arenoso. Somos inseguros. Não fazemos declarações de amor se não tivermos vários indícios de que somos correspondidos, em alguns casos nos declaramos só para não parecermos desajustados e em outros casos não nos declaramos mesmo estando arriados pela paixão só para parecermos adequados. Não aprendemos a caminhar nas nuvens mais aprendemos a nos tornarmos capachos para os caprichos das mulheres quando estamos apaixonados. Apaixonados... E você é a pior! O que conta sobre você? Eu só sei o que quer que eu saiba, e acredite, é bem pouco. O que sei é que usa o corpo como armadura,  pra que ninguém toque seu interno. Chama de acordo, mas é na verdade uma batalha. E tem esse jeito de olhar...

- Qual jeito?

- Debochado. Parece que está sempre brincando, que tudo tem pouca importância pra você. Tudo e qualquer um. Um qualquer... E quer saber o que é mais contraditório nisso? Que você brada amor por seu marido! Um homem que não faço a mínima noção de como é, só sei que você o ama. E ama. Então, alguém tem importância pra você. Consegue entender?

- Então o problema é ser casada?

- Não. O problema é parecer não ter importância pra você.

- Quem? Você?

- Acho que todo mundo se sente assim em relação à você, até mesmo os anjos, querida. 

- Ah, isso não é verdade. Tirando-me da questão, generalizando, uma pessoa só entra na vida da outra por algum motivo, por alguma relevância.

- Qual o motivo d'eu estar na sua vida?

- ...Sexo...?

- Pois é, tinha esquecido que a sua sinceridade excessiva também mantém os homens em silêncio. Mais espera ai! Essa conversa não é sobre eu e você. Ou sobre você e seu marido. É sobre você e outro homem! Ou outro anjo? Você se apaixonou!!! Quem é ele?

 

...

 

- Querido, você sabe mais de mim do que eu quero...

 


 

*aceito idéiais para um título melhor...



- Feliz Natal!!! Ótimo 2008!!! - Cherry às 01h42
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O que gosta uma mulher que os homens façam, ou manual de uso dos homens


Laerte - Gatos e Gata

* Por  Amanda

Sou Amanda, por volta dos 30 anos, e adoro tentar entender os homens, mas acho também que tudo seria mais fácil se tivesse um manual de instruções em português. Arriscaria até  em inglês, mas em português seria bem melhor, ah seria... No entanto, acho que eles estão vindo com defeito de fábrica. Falta sensibilidade para enxergarem que ao lado deles está uma mulher e não outro ser do mesmo sexo que eles. Percebo isso porque está cada vez mais difícil encontrar um homem meio "mulher" por aí. Que tal um homem com manual de instruções? Ou quem sabe alguém inventa um manual e não dá pra eles? Por favor, escrevam em português, senão será um desastre quando eles resolvem interpretá-lo, como algumas pessoas fazem com a Bíblia.
Por exemplo, tem coisa mais irritante que homem indo direto ao seu clitóris imaginando que lá encontra-se o botão "ligar" e PIMBA! Estamos prontas? Nós não temos duas cabeças, uma só nos basta, e exatamente porque temos apenas uma cabeça que lá emitimos o tesão para as outras partes do corpo. Sim, temos outras áreas erógenas em nosso corpo... Tem coisa mais irritante que o clitóris sendo apertado ou manuseado com força? E também não há mulher que goze em ritmos extremamente lentos e gentis. Achar o ponto certo de pressão é assim tão difícil? Pronto, já comecei com o mais irritante, então passemos para os tão irritantes quanto...
Há aqueles afobadões, que não despem a mulher, fazem isso parcialmente. E não há nada contra as rapidinhas, onde essa presença da roupa é quase um requisito básico, mas convenhamos que essa forma não seja um hábito. A blusa estrangulando o pescoço, um peito fora do sutiã, a calcinha abaixada até os joelhos (isso compromete até a desenvoltura!), não tem como sentir-se sexy e atraente vendo-se desse jeito! E se a mulher não se sente sexy e atraente, todo resto está comprometido.
E aqueles que acreditam piamente que o único ponto excitante nos seios são os mamilos? Ficam por lá, mordendo e apertando entre os dedos, em alguns casos chegam a dar aflição! Tsc! Aposto que a maioria de nós, mulheres, a-do-ram quando tooooodo seio é lambido, beijado, apalpado. Ui!
Tem coisas que até entendo, como o suor, por exemplo. Gosto dele, mas não exageradamente. Gotas de suor são sensuais, mas imagine suor pingando da testa dele na sua cara? Mais precisamente no seu olho? É terrível! Mais independe da vontade deles... Também entendo o cansaço. Mais irrita homem que vira para o lado e dorme. Acho desnecessário, em certas ocasiões, os carinhos e chamegos depois do sexo, mas acho interessante uma conversa descompromissada. Dormir é uó. Entendo também os quem têm asma. Mais por favor, avisem e deixem a bombinha do lado, nada mais assustador que um homem tendo crise de asma depois de um certo esforço! O que era pra ser o nirvana acaba virando capítulo do apocalipse!
Irrita homem sem imaginação, homem que força nossas cabeças em direção ao seu membro e nos imaginam uma Linda Lovelace, homens que não ligam no dia seguinte, nem no outro, nem no outro... Irritam homens que pensam que nos apaixonamos apenas porque queremos um repeteco, homens que se acham o bam-bam-bam na cama e ficam perguntando se estamos "cansadinhas". Ainda na categoria bam-bam-bam: irrita quando eles perguntam qual é o problema do seu namorado/noivo/marido. E tem que ter algum problema com ele? Eu nem uso meu companheiro como comparativo. Tadinho dos outros, estariam em desvantagem. O barato é outro. O barato é o mesmo que o deles, mas eles não entendem,  os machistas acham que a mulher nasceu pra ser fiel (no conceito machista de fidelidade) e não pra ter barato...
Outra coisa que irrita profundamente: os que perguntam se podem. "Posso fazer isso?" "Posso fazer aquilo?" "Posso fazer assim?" "Posso fazer assado?" Ah, faça-me o favor! Homem que pede licença pra te comer é o fim da picada! Existem outras formas de saber se a mulher vai ou não aceitar alguma manobra um pouco mais radical...
Porém, irritam completamente, acabam com o tesão, se bobear até mais do aqueles que maltratam do clitóris, aqueles que não tiram as meais. Eu, particularmente, acho inadmissível homem que não tira as meias. Aconteceu comigo, uma vez. Nunca mais sai com esse cara. São desprezíveis homens que transam de meias. Tão miseráveis que nem vou me dignar a desenvolver o texto sobre isso.
Estão vendo? Fui lembrar desse tipo de homem e acabei esquecendo dos outros, de tão broxantes que são...

Ah,, mas nem tudo está perdido. A ciência está tão avançada que logo criaremos homens sensíveis e meio mulheres só para o nosso prazer. Bem que os gays deveriam ser bi. Porque assim e só assim  teríamos homens sensíveis, amorosas e perfeitos, porque saberiam tratar uma mulher adequadamente.


Madalena (Dira/Mel) também tem um projeto de Manual publicado, uma outra óptica. Vale a pena ler! 

Voando pelo céu da boca - Dira Vieira

 

Em 10/10/07: O comentário deste texto que virou post: Aqui!

 



- Feliz Natal!!! Ótimo 2008!!! - Cherry às 23h58
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É teu...

***Em 02/10/07: Quem diria... eu servindo pra aguçar o apetite dela... Ela, que é minha eterna mestre e querida amiga.

Já disse antes, quando eu crescer (se bem que ela tb não cresceu...rs), vou ser como VOCÊ... kkkkkkkkk

Visitem: A Loba! E vejam o cafa que ela quer...



- Feliz Natal!!! Ótimo 2008!!! - Cherry às 15h24
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Fragmentos Do Homem - Parte II: Asas



Img.:Centro Coreográfico de Montemor
(João Miguel Santos - site:
www.olhares.com)

Era no momento em que começava a vê-lo se vestir que mais me dava tristeza e a sensação de desamparo do mistério de sua presença. Beirava o panfletário, principiava-me em reorganização formal, canônica, e em algumas linhas, apenas observava as metáforas caindo. 

Mais eis que, quando já soletrava a última estrofe, aquela que vem ao som de marcha fúnebre, ele consegue reescreve-la, trocando os fonemas de lugar, sacudindo os ombros para minha agonia, metamorfoseando-a em doce melodia e desembesta a dançar, completamente desavergonhado, se solta, liberto e rebola seus quadris, arabescos enigmáticos.
Torna pálido o Sol da tarde que inicia-se lá fora, tamanha luz que irradia enquanto dança. 

Ele dança... Angelical, divino, celestial...

Meu anjo matreiro dança, anarquiza meu céu, enquanto o demônio espiona, sem coragem para interferir.

Joga fora as armaduras e dança para mim, me fazendo esquecer das amarras em nossos dedos, roçando em mim seus sorrisos. E me arremesso por inteira, sem senso, já não adianta tentar dissimular, então, despojo-me também e bem mais, incandescente, escapando pelas pálpebras e lábios, esses traidores, em evidente nudez, os versos desmaquiados e desmetrificados, transformando as palavras mudas em latejantes, que espocam em notas musicais surgindo diante de sua ribalta de suave contentamento e evolam em asas coladas que se abrem para mim após o meio do dia.

Ele dança...

Já não sou mais só volúpia e desejos tremidos. Sou letra da música que o torna tão irresistivelmente encantador. Letra que basta para justificar o inusitado bailado. Sou coração compassado. Sou a existência absoluta e real diante dele, meu verbo bendito, dançando...

Ele dança...

...fingindo que as asas em seus pés são minhas...



- Feliz Natal!!! Ótimo 2008!!! - Cherry às 13h42
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Tabus,

Meus fetiches...


Foto: Cinco Motivos Para Amar-te
autor/fotógrafo: Quark
Site:
www.olhares.com



- Feliz Natal!!! Ótimo 2008!!! - Cherry às 23h22
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Fragmentos Do Homem - Parte I: Olhos


Imagem: Inspiring_Gustavo Teixeira (olhares.com)

Quando idealizo felicidade é o olhar dele que procuro dentro de mim e quero ver-me refletida no espelho dos olhos dele, que me despem e abrem janelas em noites de alma vazia ou tempestades.

E o meu grande desafio é interpretar esse olhar, decifrar as nuances e mudanças de rumos que toma para não ser lido por completo, para pouco revelar, pois os meus olhares ele conhece todos. Tornei-me transparente e vulnerável aos seus olhos, perigosas pedras de jade que me desarmam, motivo dos meus ais e já não tenho como negar que meus olhos o guardam.

É através do seu olhar que percorro minhas ruas, meus becos, estradas que aguardam passos que jamais se tornarão caminhos com fitas de chegada. É pelo seu olhar que permito que me reconstrua...
Ele, estrangeiro de outro continente habitando em mim, país sem fronteiras de arquitetura anômala. Possui passaporte e visto irrestrito para transitar entre a pressa do meu desejo e a minha vontade de tornar-me momento definitivo colado à sua íris.
Seu olhar passeia em todos os estados do corpo e da alma, deixa pegadas, derruba muros, demarca meu corpo e fotografa sensações, causa arrepios e tremores, coloca pensamentos em brasa, provoca emudecimentos, firma desejo sem argumentação que não escolhe hora, nem lugar, sem pedido de licença, vem de todos os jeitos e só sabe fazer me refletir uma única imagem: ele, minha criação preferida, moldado ao meu anseio. Eu o vejo como quero, como preciso.

O perigo está nos olhos dele, dardos de esperança e ao mesmo tempo pontos de alerta para que eu não me apaixone, mas como fugir desta luz que se esparrama por mim, acelera a pulsação e que transforma-me em chamas? O que é a minha resposta, perto da paixão que em mim vibra? 



- Feliz Natal!!! Ótimo 2008!!! - Cherry às 23h29
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              imagem retirada do site: www.olhares.com

Tive vontade de voltar para trás. Girar nos tornozelos rezando para que não me reconhecesse, ainda dava tempo de ir embora, poderia alegar que cheguei atrasada, que estava sem óculos, que não ouvi me chamar, mas, como sou adepta das direções opostas, não fiz isso.
Me despi da mulher, esqueci que os anos passaram por mim e fui brincar de namorar com o menino de sorriso fácil e que prometia me mostrar o mundo através de seu olhar, eu, que havia conduzido tantas histórias, ditado tantos caminhos, deixei que você, antítese de tudo que já havia tido, me conduzisse e adejasse para dentro da minha história e de mim, é que quando a alma pede todo o resto é oco. 
Então baby, minta pra mim. A pior mentira com sabor de verdade. Diga que eu sou a única, que não sou uma farsa e nem você um plágio, e faça comigo o que de melhor você sabe e eu vou acreditar... 
Disfarcei que te comeria com os olhos e que meus lábios sugariam todo líquido involuntário e pressuroso que concedesse teu membro, afinal estava na brincadeira de namorar e me abandonei na menina insegura que cultivei só pra te entregar. Fui nó bem apertado entre as pernas. Fui bem menos do que sou, vadia disfarçada em inocência nos tons azuis...
Recolhi os olhos e a sanha enquanto desfazia do peito as amarras e escondia as feras, querendo que você recitasse um milagre, não pedisse para sairmos da meia-luz, erguesse templos, me fizesse esquecer da simetria desconexa das estações que já secaram em mim, que afastasse de meus ouvidos esse réquiem e tocasse os acordes exatos, maestro e harmonia da minha sonata infrene, que me convertesse na conseqüência de sua devoção.
Então, minta pra mim, diga que sou a miragem do oásis, que a lembrança do meu beijo será eterno calafrio, que está tão perdido quanto eu, que sou a fruta predileta de sua farta cesta, que meus gemidos recatados serão contrições no teu ego.
Eu, liqüefiz-me em suco que escorre pela sua boca faminta em busca das minhas fendas, vasculhando saídas. Fome que já não tinha mais nome, só marcas de cartografia na minha alma febril, abrindo em flamas e em movimento aos teus dedos e língua, e a seus olhos o corpo que se fazia poesia tocado pelos deuses ou demônios, sabe-se lá...
Fique à vontade, minta desde que seja com muita sinceridade e meiguice, porque só assim me sinto confortável diante de você e sacio eu as minhas fomes, porque no final das contas, são elas, as fomes minhas, que me importam, então minta, minta...

******************

Em 03/09/07: Como eu gosto de me espalhar, fui para aqui, numa rapidinha gostosa com a Crys. Beijos...

 



- Feliz Natal!!! Ótimo 2008!!! - Cherry às 23h05
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"O fim do homem é o prazer" (David Hume)

É sexta-feira.
E toda sexta-feira, na hora do almoço, ele me faz caminhar apressada pelas ruas de saia, salto alto e sem calcinha.
Faço isso por prazer. Dele e meu.
Faço isso porque sinto serpentes rastejando sob minha pele, porque me sinto encharcada de desejo por ele, porque cada passo me conduz ao abismo. Eu quero pular.
Eu o espero sempre debaixo da mesma árvore, saia balançando ao vento, sorriso derramado nos lábios e no meio das coxas escorrendo todos os devaneios possíveis.
Paixão.
Fiquei sem eixo, perdi boa parte da autocrítica. Porque com ele, sou do avesso.
Porque apesar do quarto barato do motel de sempre, em que você dá a cara a tapa ao entrar, ele me faz sentir-se limpa. Faço isso porque ele me chama de linda, de meu anjo, porque lambe minha cicatriz, suga seus dedos depois de tocar meu sexo, porque acaricia meus cabelos enquanto descanso minha cabeça em seus ombros.  É no peito dele que deposito minhas esperanças mais absurdas e desfaço a rigidez da realidade.
Faço isso porque mesmo tendo assinado contrato de exclusividade com outras pessoas, ele faz juras fidelidade a mim (e eu acredito) sem pedir o mesmo.
Eu faço isso porque quero demais dele. Talvez seja uma forma de compensá-lo desses meus dolorosos anseios de eternidade desta paixão.
Já ele faz isso porque passa a manhã inteira se excitando, imaginando os outros homens me olhando,  percebendo a ausência da calcinha e me desejando. Ele sabe que neste dia, na sexta-feira, eu serei só dele.

(Os homens são tão primitivos...)



- Feliz Natal!!! Ótimo 2008!!! - Cherry às 12h35
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